MEDIOPÉ · TRAUMA COMPLEXO

Lesão de Lisfranc

Lesões de Lisfranc podem parecer uma simples torção e ainda assim comprometer a estabilidade do médio-pé.

O complexo de Lisfranc conecta o antepé ao mediopé. A lesão pode variar de entorse ligamentar sutil a fratura-luxação de alta energia.

SintomasDiagnósticoTratamentosCirurgiaDúvidas
ENTENDA A CONDIÇÃO

O diagnóstico correto orienta toda a jornada

A estabilidade das articulações tarsometatársicas é essencial para transferir carga durante a marcha. Lesões não reconhecidas podem evoluir com dor crônica, deformidade e artrose pós-traumática.

Radiografias com carga, quando seguras, ajudam a detectar desalinhamento. Tomografia define fraturas e ressonância pode avaliar lesões ligamentares sutis.

Hematoma na planta do pé, dor no mediopé e incapacidade de apoiar são sinais que exigem atenção.
SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA

Como pode se manifestar

  • Dor e inchaço no mediopé
  • Hematoma na planta do pé
  • Dor ao apoiar ou impulsionar
  • Alargamento ou deformidade do pé
  • Dor após torção com o pé em flexão
  • Persistência de sintomas após diagnóstico de entorse
PROCURE AVALIAÇÃO SEM ADIAR

Sinais que merecem atenção

  • Incapacidade de apoiar
  • Deformidade ou ferida aberta
  • Hematoma plantar extenso
  • Dormência, pé frio ou dor desproporcional
Em deformidade importante, ferida, alteração de circulação ou trauma grave, procure atendimento presencial imediato.
CAUSAS E FATORES ASSOCIADOS

O problema costuma resultar de mais de um componente

Identificar os fatores envolvidos ajuda a definir um tratamento proporcional e reduzir recorrências.

  1. 01Queda com o pé preso ou em flexão plantar
  2. 02Esportes com torção sobre o antepé
  3. 03Acidentes de alta energia
  4. 04Fraturas associadas
  5. 05Neuropatia e perda de sensibilidade
AVALIAÇÃO ESPECIALIZADA

Como o diagnóstico é construído

Nenhum exame deve ser interpretado isoladamente. Sintomas, mecanismo, exame físico e imagem precisam contar a mesma história.

Conheça a trajetória profissional →
  1. 1História clínica e mecanismo de início
  2. 2Exame físico direcionado, marcha, alinhamento, mobilidade e estabilidade
  3. 3Radiografias com carga quando pertinentes
  4. 4Ultrassom, tomografia ou ressonância em situações selecionadas
O DIFERENCIAL DA AVALIAÇÃO ESPECIALIZADA

Experiência para indicar — e também para saber quando não operar

Buscar um médico com atuação dedicada em Pé e Tornozelo não deve significar receber uma indicação cirúrgica automática. O diferencial está em reconhecer o padrão da lesão, identificar instabilidade ou deformidades associadas, comparar alternativas e escolher o momento e a técnica proporcionais ao caso.

01

Precisão diagnóstica

Distinguir alterações da imagem que realmente explicam os sintomas.

02

Leitura biomecânica

Avaliar alinhamento, estabilidade, marcha e estruturas associadas.

03

Indicação criteriosa

Comparar benefício esperado, riscos, tratamento conservador e impacto funcional.

04

Técnica individualizada

Selecionar abordagem aberta, percutânea, artroscópica ou reconstrutiva conforme a anatomia.

TRATAMENTO INDIVIDUALIZADO

Do cuidado conservador às técnicas cirúrgicas

A escolha depende do diagnóstico, gravidade, tempo de evolução, tratamentos anteriores, rotina e objetivos do paciente.

01 · PRIMEIRAS OPÇÕES

Tratamento não cirúrgico

  • Imobilização e ausência de carga em lesões estáveis
  • Controle radiográfico do alinhamento
  • Progressão de apoio após cicatrização
  • Reabilitação de mobilidade, força e marcha
02 · CASOS SELECIONADOS

Procedimentos e técnicas cirúrgicas possíveis

  • Redução aberta e fixação interna
  • Fixação percutânea em padrões selecionados
  • Artrodese primária de articulações específicas
  • Tratamento de fraturas e lesões de partes moles associadas
  • Reconstrução de sequelas e artrose pós-traumática

As possibilidades listadas não são um protocolo fixo. Uma mesma condição pode exigir técnicas diferentes — ou nenhuma cirurgia — conforme estabilidade, desvio, cartilagem, alinhamento, qualidade óssea, partes moles e objetivos funcionais.

ANÁLISE CONSERVADORA E CIRÚRGICA

Indicação técnica, decisão compartilhada

É considerada quando há instabilidade ou desalinhamento. O objetivo é restaurar a anatomia do mediopé; a escolha entre fixação e artrodese depende do padrão da lesão, cartilagem e perfil do paciente.

O TRATAMENTO CONSERVADOR GANHA FORÇA QUANDO

A lesão é estável ou sem desvio relevante, o alinhamento está preservado, não existe progressão ameaçadora e há possibilidade segura de reabilitação e acompanhamento.

A CIRURGIA PODE GANHAR FORÇA QUANDO

Há instabilidade, desvio, incongruência articular, deformidade progressiva, risco para pele ou tecidos, perda funcional importante ou sintomas persistentes após tratamento adequado.

TÉCNICAS CIRÚRGICAS

Este espaço está preparado para receber vídeos, animações ou artigos sobre as técnicas utilizadas, sempre com contexto e sem substituir a avaliação individual.

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RECUPERAÇÃO E ACOMPANHAMENTO

A recuperação começa com orientação clara

  1. 01Período prolongado sem apoio
  2. 02Controle de pele, edema e cicatrização
  3. 03Radiografias antes de progredir carga
  4. 04Reabilitação e retorno gradual a calçados e impacto

Os prazos variam conforme o diagnóstico, o tratamento realizado e a resposta individual. O acompanhamento define quando avançar cada etapa.

PERGUNTAS FREQUENTES

Informação para decisões mais seguras

Pode passar despercebida no raio X?

Sim. Lesões sutis podem exigir radiografias com carga e outros exames.

Toda lesão precisa operar?

Não. Lesões estáveis e sem desalinhamento podem ser tratadas sem cirurgia com controle rigoroso.

A recuperação é rápida?

Geralmente exige meses e depende da gravidade, estabilidade e presença de fraturas ou dano articular.

RESPONSABILIDADE MÉDICA

Conteúdo assinado e revisado

Dr. Francisco Honório Júnior
Ortopedista e Traumatologista · Especialista em Dor · Cirurgia do Pé e Tornozelo
CRM/AL 5698 · RQE 3037 · RQE 5839 · Membro da SBOT e da ABTPé

Última revisão: 8 de setembro de 2026. Conteúdo educativo baseado em referências institucionais e sujeito a atualização.
AVALIAÇÃO DE PÉ E TORNOZELO

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