É um tratamento não cirúrgico realizado pela pele. Equipamentos focais e radiais distribuem energia de maneiras diferentes; a escolha depende da estrutura, profundidade e objetivo clínico.
Terapia por ondas de choque
Ondas de choque não servem para qualquer dor — funcionam melhor quando diagnóstico, tecido, dose e momento clínico estão alinhados.
A terapia por ondas de choque extracorpóreas aplica pulsos acústicos sobre uma região selecionada. Pode ser considerada em determinadas tendinopatias, fasciopatias e condições musculoesqueléticas persistentes.
O que é — e o que não é
Não é choque elétrico, não “quebra” toda calcificação e não substitui reabilitação. Os resultados variam entre diagnósticos e os protocolos encontrados nos estudos não são idênticos.
Quando pode ser considerado
Os exemplos abaixo não substituem avaliação. A mesma condição pode exigir caminhos diferentes conforme gravidade, fase e objetivo.
Fascite plantar
Especialmente em quadros persistentes após medidas conservadoras bem conduzidas.
Tendinopatia do Aquiles
Insercional ou não insercional, conforme fase, exame e critérios de segurança.
Tendinopatia patelar
Em casos selecionados e integrada ao manejo de carga e força.
Epicondilalgia
Dor tendínea lateral ou medial persistente, após confirmação diagnóstica.
Tendinopatia calcária do ombro
Quando a calcificação e os sintomas apresentam correlação clínica.
Outras indicações
Tendinopatias e consolidação óssea específicas, conforme equipamento, evidência e avaliação.
A indicação é construída na avaliação
Não se escolhe um procedimento pelo nome da tecnologia. É preciso confirmar o alvo, o benefício possível e o que mudará na jornada.
- 01Confirmar o diagnóstico e o tecido-alvo
- 02Diferenciar quadro agudo, degenerativo, inflamatório ou ruptura
- 03Revisar anticoagulação, sensibilidade, circulação e gestação
- 04Definir tipo de equipamento, energia, número e intervalo das sessões
Uma sequência com começo, critério e reavaliação
- 01Localização clínica ou por imagem da área tratada
- 02Aplicação de gel e posicionamento do aplicador
- 03Pulsos graduados conforme tolerância e objetivo
- 04Orientação sobre carga e possível desconforto transitório
- 05Reavaliação funcional antes de manter ou ajustar o plano
O que o recurso pode acrescentar
- Opção não invasiva para indicações selecionadas
- Pode reduzir dor e favorecer função em alguns quadros
- Sessões ambulatoriais e integração com exercício
- Parâmetros ajustáveis ao tecido e à tolerância
O que precisa ficar claro
- Evidência e magnitude de efeito variam entre condições
- Pode não haver resposta mesmo com boa indicação
- Não corrige rupturas completas ou instabilidades mecânicas
- O número de sessões não deve ser definido como pacote universal
Riscos, precauções e alternativas
Antes de qualquer aplicação, histórico clínico, medicamentos e condições associadas precisam ser revistos. Riscos específicos variam com a técnica.
Riscos possíveis
- Dor durante ou após a aplicação
- Vermelhidão, edema, equimose ou alteração de sensibilidade
- Irritação temporária do quadro
- Raramente, lesão tecidual quando parâmetros e indicação são inadequados
Precauções importantes
- Distúrbio de coagulação ou anticoagulação relevante
- Infecção, tumor ou ferida na área
- Gestação sobre região uterina e placas de crescimento
- Estruturas neurovasculares vulneráveis ou ruptura aguda relevante
Um recurso dentro de uma estratégia maior
O diferencial não está em oferecer todos os tratamentos, mas em reconhecer qual deles faz sentido — e quando nenhum deles é a melhor escolha.
- 01Programa progressivo de carga e força
- 02Correção de fatores biomecânicos e esportivos
- 03Órteses ou medidas de proteção quando indicadas
- 04Procedimentos ou cirurgia apenas após nova análise clínica
Informação clara para decidir com segurança
Ondas de choque doem?
Pode haver desconforto, ajustado conforme região, dose e tolerância.
Quantas sessões são necessárias?
A quantidade e o intervalo dependem do diagnóstico, equipamento e resposta; não há um número universal.
Posso treinar durante o tratamento?
Em muitos casos sim, com carga ajustada. A progressão deve respeitar sintomas e função.
Serve para esporão?
O alvo geralmente é a fasciopatia e não apenas a imagem do esporão. A correlação clínica é essencial.
Autoria e revisão
Conteúdo assinado e revisado pelo Dr. Francisco Honório Júnior, Ortopedista e Traumatologista, Especialista em Dor, com atuação em cirurgia do pé e tornozelo.
CRM/AL 5698 · RQE Ortopedia e Traumatologia 3037 · RQE Dor 5839 · Última revisão: setembro de 2026.Você não precisa escolher o tratamento antes da consulta
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